Busca

De repente coisas

Um aviso da Terra

Alô homo sapiens sapiens,
cadê a sua sapiência?
Se diz tão inteligente,
busca a longevidade da vida
mas esquece do mais importante:
o caos que causa todos os dias
Alô, alô terráqueo!
Aqui quem fala é a Terra
Não é engano
Essa ligação é direta

Senhor homo, com tantos estudos,
inteligente, adepto a inúmeras tecnologias
será que você esqueceu das civilizações antigas?
Aquelas grandes potências que hoje não existem mais
Não imaginavam, não esperavam
não podiam prever que poderiam desaparecer
Mas e você?
Sapiens sapiens tão pensante e cheio de recursos,
ainda sim está seguindo o mesmo caminho dos povos antigos

De que serve toda sua erudição e tecnologia?
Prever os problemas, se continua me levando ao colapso?
Alô, alô terráqueos eu não sou marciano
Preste atenção!
Eu sou de toda a natureza
Por favor, não acabe com a minha beleza
O mundo não é do homem
E você senhor sapiens, precisa cuidar do planeta

Alô, alô aqui é a Terra!
Sua sapiência te levou da Lua até Marte, onde a vida não se cria
Então ajude a cuidar do seu lar
Por meio dos terráqueos jornalistas a todos vamos alertar
Pois, aqui é o nosso único habitat
Senhor homo sapiens sapiens que me leva ao caos
Por favor, não me leve a um colapso total

Na minha opinião…

Certos assuntos eu procuro não discutir, principalmente, quando a minha opinião é contrária. Algumas pessoas são tão convictas que não são capazes de aceitar que nem todo mundo é obrigado a pensar igual a elas. Eu só acho que o fundamental, a cima de tudo, é ter respeito, ninguém precisa ser igual a ninguém. Se tiver que ouvir uma opinião diferente da sua, escute, se quiser expor a sua, exponha, mas se você não quiser mudá-la não tente mudar a opinião dos outros.

À vera

Decidi contar quanto tempo estive esperando por esse dia e percebi que faltam dedos em minhas mãos. Não consigo contar apenas com as minhas mãos os meses que estive pensando neste momento. Eu preciso de outras mão, eu preciso de um abraço. Quando os dedos se entrelaçam não tem como negar que meu corpo esquenta, o coração acelera, me sinto um pouco tonta e mesmo ficando toda errada eu estaria mentindo se dissesse que isso tudo não vale a pena. Pelo tempo que eu esperei, eu não podia desperdiçar o que estou vivendo. Ser feliz e viver bem é tudo o que eu sempre quis.

Incrível como mesmo depois de todo esse tempo eu ainda sinto aquelas borboletas, eu ainda não aprendi a superar. Lembro daquela noite, na primeira vez, em que eu disse que era amor e minhas palavras foram caluniadas. No caminho de volta para a minha casa, fiquei pensando em tudo aquilo e tentei aproveitar meu estado, quase deplorável, para esquecer aquela noite. Tentativa falha, eu estava fora de mim e assim fui ficando cada vez mais fora. As centopéias, que habitavam meu estômago, de vez em quando se mexiam, e no caminho de casa comecei a sentir que elas se transformavam em borboletas. Borboletas essas totalmente desajeitadas, me fizeram tropeçar de tão tonta que me deixaram.

Já lúcida, na manhã seguinte comecei a respirar amor e é só o que eu tenho feito ultimamente. Desesperadas, assim como eu, as borboletas dentro de mim quase cuspiram meu coração para fora. Procurei formas de provar que tudo aquilo era verdade já que evitar não estava sendo a melhor opção. Eu tinha algumas faíscas e mesmo me queimando um pouco foram suficientes para me manter erguida, cheia de energia para conseguir chegar ao meu destino. Eu tinha uma última esperança. Deixei acontecer, sempre cautelosa, para que tudo desse certo. Eu sempre acreditei que valia correr o risco e viver essa loucura. De alguma forma eu já sabia que desta vez seria a exceção da minha vida e eu estava certa. Então, vou me manter erguida, pois agora é à vera.

É oito ou 80

Ninguém melhor do que eu para saber de mim, afinal, eu sou a pessoa que mais passa tempo comigo. Ao invés de ficarem discutindo sobre o que eu vou sentir e que pode ser diferente, as pessoas poderiam me conhecer primeiro. Com certeza é bem melhor do que tentar me mudar. Se eu disser não: é porque não quero. Se eu disser sim: é porque eu realmente quero. E se eu não disser nada, bem, pode ser que eu não saiba ou, talvez, ninguém tenha me perguntado nada. Em últimos casos, eu posso não querer que ninguém fique sabendo. De verdade, eu detesto fazer qualquer coisa que seja forçada, de má vontade. Eu tenho procurado facilitar todas as minhas decisões e se elas não forem do agrado de alguém, só posso dizer: NÃO INSISTA EM MIM! Por favor, eu não vou mudar meu jeito se não for por mim mesma.

Está empoeirado. Cada dia que passa, sem novas inspirações, é um motivo para novas teias. É acumulo de velhas palavras, apesar de serem sempre atuais. Cheia de cupins a madeira vai se corroendo. É decomposição. E o que escrever? Não sei, não sei, não sei. As ideias fogem do predador (sou eu). Leio, leio, leio, leio. Penso, penso, penso, penso. Crio, descrio, recrio e desfaço. Noites em claro, manhãs de cansaço e nada. Abstinência de imaginação. Assim vai eu não sei o que escrever, não faço ideia por onde começar e assim meu espaço vai se tornando velho e sem novidade. Não é por esquecimento. É por sentir a mente vazia para falar de qualquer besteira. Acontece é desse jeito mesmo, não saber qual rumo tomar e acabar escrevendo sobre não ter o que dizer.

Ninguém é o que é sozinho. É preciso de alguém para ser alguma coisa ou simplesmente ser nada. É aquilo que se diz por aí: todo mundo precisa de alguém. Para uma pessoa ser legal ou chata ela precisa fazer alguma coisa e de alguém que saiba o que ela fez. Só assim as pessoas são alguma coisa.

Jogos

Roleta russa só mais um vício, puro desperdício
Moedas caíram diante dos meus olhos
Jogos de um cassino manipulador
Fui eu da maneira que consegui
Fichas no lugar da chuva
O mar afogou as cartas de um velho baralho
Caça-niqueis engoliram todas as cores

Sonhei com outros lugares
Qualquer outro distante
Sem jogos, sem farsas
Sem falsos diamantes para usar
Um rio grande
A imensidão do mar era só escuridão

Seis anos, centenas de vezes a roleta rolou
A diversão jamais foi um vício
Só sujeira, puro desperdício
Trapaças em todas as partidas de Poker
O silêncio só mostrou bravura
O revólver no peito causou apenas feridas

Entrar no jogo foi puro desperdício
Me afoguei nas águas de um rio grande
Números esconderam o céu
A areia cobriu a pele ressecada pelo mar
Roleta russa só mais um vício
Jogos de um cassino manipulador
Fui eu da maneira que consegui

Sonhei com outros lugares
Qualquer outro distante
Falsos diamantes, mas sempre atraentes
Caça-niqueis me caçaram
A tentação dos jogos de azar
Fui eu da maneira que consegui
Nadando nas cartas de um velho baralho

M(eus)

Um eu vagabundo
Insônia repleta de mins
Partes do eu não revelam nada
Confesso: não sei quem sou

A noite é vaga e recebe meus eus
Passos lentos e pesados tornam-os fortes
Fugir não é solução, são partes de algum eu
Traduzo: sou poeta da madrugada

Não fujo, busco, encontro
A noite sombria é repleta de fantasmas
Enfrento partes do eu divido
Descubro: metade de mim não faz parte do eu

Fragmentos do que fui e quis
Retalhos do que sonhei e pensei que fosse
Metade ainda serei
Revelo: todo eu não pertence a mim

Mins divididos são partes do nada
Se meu eu é verdade, não revela nada
A mentira é só uma parte do segredo
Busco: meu eu real

Tudo a seu tempo

Agora eu sei o que realmente as pessoas querem dizer com “não se pode dar o passo maior que a perna. Eu nunca tive um sonho realizado, mas estou indo em busca de todos os meus sonhos. E eu acredito que para se conquistar alguma coisa é preciso dar cada passo de acordo com o tamanho da nossa perna. É preciso paciência, é preciso calma, é preciso passar pelos dias de luta que no final a glória virá.

Um sonho não se realiza em um instante como se fosse um milagre. Tem que ter muita garra para quando chegar a hora valorizarmos a nossa conquista. Acontece que a vida vai nos apresentar inúmeras situações para nos iludir nos fazendo achar que o nosso sonho está muito perto de se realizar, mas atenção: é pura ilusão. Afinal, “não se pode dar o passo maior que a perna” e não esquecer também que “quando é bom demais o santo desconfia”.

A gente não pode se deixar  levar pela ganância de simplesmente realizar o nosso sonho o quanto antes, é preciso tempo. Eu estava precisando desabafar um pouco, pois eu deixei me levar pelo fácil, mas tenho certeza que foi bom eu aprendi com o que aconteceu. Era isso por hoje, boa noite.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑